quinta-feira, 15 de abril de 2010

Dia mundial do desenhador

a 15 de Abril de 1452 nascia Leonardo Da Vinci.
Por isso hoje é o dia mundial do Desenhador.
A todos os colegas, um grande parabéns!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A vida cíclica do freelance


O leão, porque não sabe quando voltará a ter comida, quando a tem, come até rebentar.

Quem anda no freelance sabe que é uma vida de ciclos.
Como uma onda, cuja linha sobe e desce de forma mais ou menos ritmada.
Alguns conseguem contornar ligeiramente este factor com avenças, mas regra geral é uma actividade marcada por períodos de muito trabalho intervalados por outros em que o trabalho é pouco ou nenhum. E mesmo as avenças tendem a terminar nas alturas de crise, deixando o freelancer completamente desamparado.

Porque acontece

Começa por haver tempo livre. Porque queremos ser artistas. Fazem-se uns bonecos, participam-se em blogs e concursos online, comentam-se os posts dos outros artistas, que verdade seja dita, a gente gosta de trabalhar mesmo quando não ganha nada com isso.
E o que acontece é que, o que para o incauto freelance é um momento de lazer, para um empreendedor exactamente a mesma coisa chama-se "networking".
Que se pode traduzir livremente por "fazer-se ver".
E com a visibilidade, naturalmente, começa a surgir o trabalho.
Entramos assim na parte ascendente da curva de produção do freelancer. Trabalho puxa trabalho, há uma presença forte na net, e invariavelmente os clientes aparecem aos jorros(ou pelo menos o suficiente para pagar as contas).
Como seria de esperar, um grande volume de trabalho implica uma dedicação quase exclusiva, o que significa uma redução drástica do tempo disponível, e lá se começa a cortar nas coisas menos "importantes", como fazer bonecos por prazer e comentar nos blogs.
E entramos na curva descendente.
Não é que não haja trabalho, mas começa a surgir com menos regularidade.
Afinal andámos desaparecidos, os clientes antigos já não se lembram de nós ou encontraram uma nova presença na rede e os novos nem sabem que existimos.
Até que o trabalho dá lugar ao tempo livre.
E o ciclo recomeça.

O dilema

Não seria agradável que o fluxo de trabalho fosse constante, e que ainda assim houvesse tempo para a fanart, os blogs, os concursos e o prazer?
Lá ser, seria, mas o síndrome do leão estraga tudo.
Não passa pela cabeça de nenhum freelance recusar um trabalho porque tem aquele tempo reservado para o networking. Trabalho é sempre trabalho. E se aquele é que era o "tal" cliente? E se o cliente vai ter com outro ilustrador e não regressa mais? Então andei a investir no networking para depois andar a recusar clientes? Vou deitar isto tudo a perder porque quero ler uns blogs? E? E? E?

Não.
Deitas tudo a perder precisamente porque deixas de ler os blogs.

Lidar com o networking

O que é que se pode fazer então?
A resposta é simples: disciplinar a coisa.
Reconhecer que o tempo passado em contacto com o mundo exterior não só é essencial para a nossa sanidade mental como é a única coisa que nos vai manter a trabalhar.
Há quem guarde uma hora de manhã para "soltar a mão", para ler os feeds, para socializar um bocadinho, quase como o coffee break numa qualquer empresa. Outros preferem fazê-lo ao fim do dia, quando já despacharam o trabalho e não têm que gerir a ansiedade do ter que fazer.
Cabe a cada um definir o investimento que vai fazer na publicidade ao seu negócio - que no fundo não passa disso - e que no caso do freelance se paga com tempo.
Reservar a altura do dia que considera ideal, seja pela paz de espírito seja porque é a altura em que as pessoas que interessam estão ligadas, e mostrar-se activamente.

Com a vantagem de saber que não só se está a divertir com o que antes era apenas um momento de lazer, mas que também está a dar um passo essencial para reduzir a barriga da curva do trabalho para uma coisa mais próxima da linha recta.

E talvez não sejamos tão duros quando os clientes num aperto começam por cortar na publicidade, afinal fazemos o mesmo.

O networking também se faz entre colegas

Agora partilhem os vossos momentos de networking: que sites e blogs visitam regularmente? Que método preferem, e quanto tempo reservam para a socialização?

artigo também em serfreelance.com

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Links parte 2

Hoje trago-vos um blog que, apesar de ser mais virado para o design e a fotografia, é em português e virado para o freelance.

Diz a autora, Ana Martelo:
"O SerFreelancer começou como uma espécie de colectânea de vários artigos, recursos e dicas de referência para todos aqueles que trabalham como freelancers, em qualquer área, mas mais dedicado à área de criação artística.
A ideia principal do Blog é ajudar todos aqueles que tal como eu trabalham sozinhos.
O Blog é escrito por AnaMartelo, Designer e Fotógrafa freelancer.
Se, assim como ela, é freelancer ou apenas interessado na área, sinta-se a vontade para comentar, propor artigos ou fazer qualquer questão.
Cumprimentos,

AnaMartelo"

Ide e espreitai.
SerFreelancer.com

Mas depois voltem :)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Carta a um Ilustrador

Caro ilustrador:

Eu sou um editor que até há pouco contratava ilustradores para os meus livros.
Mas entretanto um amigo disse-me que podia tê-lo a trabalhar de borla.
O meu amigo disse-me que a única coisa que tenho que fazer é prometer mais trabalho no futuro se eu gostar do seu trabalho.
O meu amigo disse-me que consigo até ter uma série de ilustrações sem lhe pagar um tostão, desde que lhes chame "testes".
O meu amigo também me disse para lhe dizer que tenho outros ilustradores a concorrer ao trabalho, e que escolherei o melhor de entre vós.

Não fazia ideia de que era tão fácil ter um ilustrador a trabalhar de borla e em troca terei que levar o meu amigo a almoçar para lhe agradecer.

Sinceramente,
Potencial Cliente

terça-feira, 3 de novembro de 2009

3 meses

Após uma longa ausência (1 mês de semi-férias, 1 mês a recuperar o trabalho que não foi feito nas semi-férias e mais um mês a meio gas por doença relacionada com o excesso de trabalho aliado ao pouco sono) creio que estou finalmente recuperado.
Por isso nada como voltar à carga.

Deixo-vos uma pergunta:

Vêm-se a fazer alguma outra coisa que não seja desenhar/pintar/design'ar?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O "concurso" - parte II

Num mundo perfeito, todas as pessoas seriam competentes nas suas funções, garantindo não só o lucro para a empresa para a qual trabalham como também o bem-estar, a justa e atempada remuneração e dignidade dos seus colaboradores, regulares ou não.

Mas o mundo não é perfeito.

Enquanto freelancers, a única coisa que realmente oferecemos são soluções que se afigurem como mais-valias para o negócio do cliente. Tudo o resto é cosmética.

Um colega de profissão rejeitou recentemente um trabalho.
Apesar de ter um portfolio na net, o cliente insistia em reunir para avaliar o trabalho deste ao vivo, apesar da distância ser considerável, sem ter ainda adjudicado o trabalho.
E provavelmente o cliente iria pedir uma "prova" ao vivo, para ver quanto tempo demora a realizar o trabalho, juntar vários candidatos para que a pressão da concorrência leve a baixar o preço, um sem-fim de manobras com o único intuito de fazer baixar o custo.
No fundo, um "concurso".

É aqui que um bom freelance se demarca.

Compreende que este género de cliente está tão focado no custo que provavelmente está a descurar outras caracteristicas do trabalho. Provavelmente sempre trabalhou assim, e como funciona, estaciona na sua zona de conforto e não evolui dali.
Provavelmente o freelancer também tem o seu método, que levou anos a desenvolver, e também se sente mal quando lhe pedem para sair da sua zona de conforto.
Mas o freelancer é antes de tudo um bom profissional.
E ainda antes de recusar, tenta compreender qual é o problema.

O problema nunca é o dinheiro.

O custo é importante, mas o profissionalismo, a qualidade, a boa impressão que se deixa, o fazer com que o cliente final queira voltar a trabalhar com o nosso cliente, tudo isto são mais-valias que o cliente provavelmente descura por via do automatismo.
Mas sem saber exactamente qual é o problema, não é possível apresentar uma solução.

Que fazer então?

Perguntar. Saber exactamente porque é que a empresa funciona daquela maneira, e porque é que aquele método funciona para eles.
Verificar que partes de um bom serviço é que o cliente está a perder com o seu método, e então apresentar a nossa solução.

Podemos sempre desistir e achar que o cliente é um malandro, um chico-esperto, que só pensa no dinheiro-algo que ele está no direito de ser-, mas se não estamos a oferecer uma solução para um problema que se torne numa mais-valia para o cliente, não estamos a trazer beneficio a nenhuma das partes.

Gostava de ouvir as vossas histórias de como deram a volta por cima com problemas destes.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Links parte 1

Hoje deixo-vos aqui os primeiros links para blogs/sites/etc sobre a actividade freelance.

O primeiro é o Freelanceswitch.
Este site é um manancial de informação útil.
Tem uma série de artigos habilmente distribuidos por zonas de acção, um fórum, uma tira cómica, um podcast com profissionais que partilham as suas experiências, job boards e um sem-fim de links úteis tanto para informação como para ferramentas de trabalho.
Vale bem a pena seguir.

Na mesma onda temos o Freelancefolder.
Com um conteúdo mais "prático", também inclui artigos sobre marketing, inspiração, productividade, etc.

Para terminar por hoje há ainda o WebWorkerDaily.
Mais virado para quem usa a internet como ferramenta de trabalho, freelancer ou não, tem informação sobre a importância das redes sociais e como lidar com elas, uma biblioteca enorme e novidades sobre aplicações web que vão surgindo.

Vou pondo a lista ali ao lado para que possam ter acesso directo aos sites.

Que sites é que seguem?
Deixem as vossas sugestões de links.